Assembleia Geral da CNIS contesta ingerência abusiva de ordens profissionais

A assembleia geral a CNIS – Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade – reunida em Fátima, no passado dia 18 de Julho no centro pastoral Paulo VI decidiu por unanimidade o voto de protesto que a seguir se transcreve:

  • considerando que a Ordem dos Advogados tornou público que perante a denúncia do Ordem dos Médicos (secção Sul Alentejo) de que terá havido violação às normas estabelecidas pela DGS no Lar de Reguengos de Monsaraz
  • considerando que nesta sequência a Ordem dos Advogados decidiu que iria averiguar o que se passa nos lares portugueses para avaliar eventuais lesões dos direitos humanos neste âmbito
  • considerando ainda a posição individualmente assumida pela senhora bastonária da Ordem dos Enfermeiros no que aos órgãos das IPSS diz respeito,

A assembleia geral das Instituições Particulares de Solidariedade Social  decidiu o seguinte:

  • Não permitir a qualquer destas ordens e à senhora bastonária da Ordem dos Enfermeiros o direito de ingerência na forma como são geridas as IPSS desde logo pelo que tal significa no ataque à constituição e ao movimento associativo e em particular às instituições de economia social;
  • Não reconhecer a nenhuma destas instituições qualquer autoridade moral, competência e saber para se pronunciarem da forma que se pronunciaram ofendendo milhares de dirigentes das Associações que dão o melhor de si, com competência e dedicação, ofendendo ainda milhares de trabalhadores que integram os quadros das instituições de economia social e que demonstraram neste momento particularmente difícil disponibilidade, flexibilidade e sacrifício pessoal para responderem aos problemas que foram surgindo.
  • Considerar as declarações da senhora bastonária da Ordem dos Enfermeiros absolutamente desrespeitosas, desajustadas e populistas, ignorando e desprezando o contributo dos profissionais de saúde que integram o quadro das instituições (médicos, enfermeiros, paramédicos, fisiatras, etc).

Por fim, queremos deixar claro que sem democracia social não há democracia política que resista e que os nossos milhares de dirigentes sociais de milhares de Instituições Particulares de Solidariedade Social dão um contributo inquestionável na consolidação da democracia e não precisam de fazer prova de vida para fazerem de conta que existem.

O seu trabalho é escrutinado pelo órgão da República de forma exaustiva e persistente e a tentativa de nos abater e    salpicar não passará, venha ela de onde vier.

Seguramente que o ímpeto do inimigo não altera o ânimo do homem forte. Séneca: “adversarum impetus rerum viris fortius non verit animus”

 

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