Todos somos necessários no colapso da saúde pública

O nosso país está à beira do colapso em matéria de saúde pública, com as instituições no limite: as de saúde e as sociais. A luta trava-se corpo a corpo, instituição a instituição, perante o monstro  que nos aperta e atemoriza. E sabemos que o pior está para vir. Vai ser necessária muita coragem e clarividência a quem dirige as nossas instituições. Só não vê quem não quer, não faltando agora vozes a exigir medidas mais restritivas à circulação de pessoas. E essas medidas vão continua a ser anunciadas pelo Governo.

Importa sublinhar que não serão as medidas a resolver o problema quando se sabe, desde o início, que o verdadeiro combate se faz corpo a corpo contra o vírus. Isto é, a solução está na decisão individual de promover o distanciamento social, o uso de máscara e a lavagem frequente das mãos.

Todos sabemos isto desde Março! Agora que a onda se aproxima vemos que é gigante. E o exemplo concreto de vermos familiares, colegas e amigos infectados parece que nos predispõe a cumprir as normas cautelares indicadas pela DGS e OMS.

Talvez seja tarde, mas talvez também ainda possamos ir a tempo.

Esta calamidade de Saúde Pública devia levar-nos a reflectir porque demoramos tanto tempo a cumprir o dever cívico de protecção e distanciamento social. Habituados a que o “progresso” tudo resolva somos confrontados com uma coisa nova e que se pode repetir. Um vírus desconhecido alastra em todo o mundo e não se vê no horizonte um fim para o susto e a tristeza que nos invade.

Habituados que haja sempre alguém que resolva, agora somos confrontados com uma situação em que temos de ser nós a resolver.

Não vale a pena esperar que as autoridades, num golpe de magia, apresentem a solução. Não a têm. Nem lhes podemos pedir isso.

Talvez por isso devamos ter cuidado em opinar politicamente sobre o assunto. Até hoje o Sociedade Justa sempre recusou tratar deste assunto pela via política ou partidária. Embora esperemos da classe política, legitimamente eleita, que se dedique – como se tem dedicado – a colocar à disposição da população os meios (necessários) possíveis para que todos juntos consigamos combater a besta do Covid. Todos somos necessários.

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